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Sabe o que a RME me entregou nessa jornada?

Por Fernanda Nascimento
 

Meses atrás fiz uma apresentação com fotos que contam a minha carreira empreendedora: eu tinha o desafio de compartilhar a minha transição da vida corporativa para o mundo empreendedor, chegando até os dias de hoje. Você, que lê esse artigo, deve imaginar que foi impossível não se emocionar enquanto eu revivia, em cada uma das lembranças, pessoas, momentos, angústias, indecisões e vitórias. Umas pequenas, outras maiores, mas todas resultando num aprendizado que não cabe em “valuation” algum. Foram muitos os ganhos.
 

Nas fotos, sempre uma pessoa presente: Ana Fontes. Às vezes, mesmo que a gente saiba, não se dá conta exatamente do quanto recebe de apoio, de energia, de segurança. Para algumas religiões, amizade é isso, segurar a mão de alguém para que juntos possamos chegar num mesmo lugar. E são tantas as mãos que Ana Fontes segura que somos uma corrente cada vez mais imensa! 298 mil empreendedoras ligadas em rede!
 
Olhando pra essa minha trilha, identifiquei o melhor apoio que a Rede Mulher Empreendedora me deu. Decidi que precisava compartilhar o principal com vocês.
 

Confiança – “Se está com medo, vai com medo mesmo”. Quem nunca escutou essa frase na RME? O medo é uma das principais mazelas da empreendedora, um sentimento presente em muitas situações, companheiro diário e que, se não for controlado, arrasa com a nossa capacidade de tomar decisões. Temos medo de cobrar caro (por que raios a gente sempre acha que merece menos do que vale?), medo de perder o cliente, medo de errar, medo de demitir o funcionário porque ele gosta muito da gente. E então arca com o prejuízo: do preço ao cliente que não deixa margem positiva, de ter um serviço mediano porque não se arriscou a ter um mais ousado, de cobrir o funcionário com desempenho sofrido porque não queria que ele ficasse chateado se fosse demitido.
 

Na RME eu escutei histórias e mais histórias, vi exemplos e mais exemplos. Foram tantos e tão inspiradores, pessoas que deram muito errado e depois muito certo, que deram muito certo e depois muito errado, gente que se recuperou que mudou de rumo, mas que enfrentou. Eu não sou exclusiva, não sou diferente, sou de carne e osso e posso enfrentar meus medos, até porque depois que os enfrento sinto uma sensação fantástica de que posso – eu posso – chegar onde quiser, independentemente de quanto custe.
 

Relacionamento -Se eu desenhar um mapa das relações que tenho hoje para amizade e negócios, pouquíssimas não passam pela RME. Porque na Rede conheci pessoas incríveis, que me apresentaram a outras pessoas, com quem fiz negócios, que se tornaram amigas e muitas vezes, quando recebo uma indicação ou quando um cliente novo entra em contato, busco o caminho através do qual essa pessoa chegou até nós e bingo!, lá atrás de tudo está a RME.
 

É incrível como os eventos, os exercícios de networking, as conexões do grupo Empreendedoras, os artigos que escrevi e que têm interações, três, quatro anos depois trazem pessoas que me conheceram lá atrás e se lembraram de mim. Claro que nada cai do céu, é preciso dedicação, é preciso ter disciplina nos eventos, nas redes sociais, gerar valor para as pessoas para que elas possam se lembrar de você e do que você pode oferecer para seus clientes. Mas a trilha é certa! O esforço é seu, mas a RME te mostra o caminho com clareza.
 

Corrente do bem – Somos responsáveis por fazer o bem dar certo. Como agentes, como instrumentos, pelas nossas mãos podemos mudar o mundo e fazer dele um lugar melhor para nós, para nossos filhos e netos. Foi na RME que entendi que precisava de um detox de uma mania que eu trazia de sempre achar que seria passada para trás, de acreditar que parcerias não eram possíveis porque só temos concorrentes ao nosso redor, de viver alarmada porque as pessoas são más. Descobri então pessoas que se apoiam, que torcem umas pelas outras, que fazem acontecer juntas, que reconhecem em mim o valor que esperei anos que a corporação reconhecesse (e que até parecia que não pertencia a mim) e que posso verdadeiramente chamar de parceiras. Voltando para o conceito de amizade lá de cima, mesmo que nisso tudo pareça que existe um romantismo (de fato, tem muito mais vontade de fazer tudo dar certo que lampejos cor de rosa), estamos todas de mãos dada, querendo chegar JUNTAS no mesmo lugar. É o #menoseumaisnós tão presente nos textos da líder dessa rede e que traz alento e coragem para quem segue nessa corrente.
 
Assim eu sigo, parte disso tudo, mais um elo. Às vezes mais presente, outras olhando mais de longe, mas definitivamente preciso exaltar o papel que a RME tem na minha história, sem falar do tamanho da gratidão que eu tenho por toda o apoio que recebi e recebo. Sigo feliz porque a vida devolve à Ana Fontes o que meu “tamanho” não é capaz de devolver, tamanha a grandeza da obra que ela realiza na vida de todas nós. Voa alto, RME, porque tem muitas outras mulheres que ainda precisam te conhecer.
 

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