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Empreendedor, não escale a montanha sozinho!

Por Natalia Monteiro 

Uma vez, vi uma palestra do Rodrigo Jordan, importante alpinista e empreendedor chileno, comparando o empreendedorismo com a subida de uma montanha. Ele contou que, sempre que ele e sua equipe decidem fazer uma grande escalada, como ao monte Everest, precisam fazer um trabalho prévio de estudar a montanha, comprar equipamentos e mantimentos, preparar fisicamente a equipe, buscar patrocinadores, comprar passagens aéreas… São várias as etapas até que possam finalmente chegar à base da montanha.
Assim que eles alcançam esse lugar, montam o chamado acampamento base e fazem uma festa. Comemoram todo o caminho já percorrido para se chegar até ali, todo o trabalho árduo de cada uma das pessoas da equipe e o esforço conjunto para alcançar a base, o início de tudo. Depois da festa, é chegada a hora de subir e, para esse desafio, existem duas peças fundamentais: a comunicação com a base, principalmente para a verificação das condições climáticas, e as pessoas que estão subindo junto, já que sozinho seria praticamente impossível cumprir essa tarefa.
Para o empreendedor, a comparação é a seguinte:

Acampamento base
Jordan comparou o acampamento base com o trabalho que nós começamos a fazer quando decidimos empreender. Frequentamos eventos relacionados ao nosso negócio, mapeamos nossos concorrentes, estudamos nossos clientes, fazemos cursos, lemos livros, buscamos conselheiros, mentores, investidores e tudo o que estiver ao nosso alcance para montar a nossa base, que servirá de apoio para a nossa subida. A base do empreendedor, portanto, é formada por conhecimento e por pessoas relacionadas ao negócio.

A festa na base
Empreender não é um evento pontual, como a subida de uma montanha. Portanto, em vez de fazer uma festa ao chegar na base, deveríamos comemorar cada peça que adicionamos a ela. Ou seja, se vamos a um evento, se lemos um artigo, qualquer coisa pequena ou grande de nosso dia a dia que esteja nos ajudando a construir, incrementar e compor a nossa base deve ser comemorada, cada conquista, como se fosse a chegada ao acampamento base. Essa é a festa do empreendedor.

A subida – duas peças fundamentais
1. A comunicação com a base
O empreendedor deve se esforçar para manter seu conhecimento organizado, e seus contatos, ativos, para recorrer a eles sempre que precisar. A base é uma importante fonte de informações. Não se esqueça também de atualizar a base com as suas conquistas. Conte para seus contatos cada etapa vencida, cada nova experiência.

2. Pessoas que sobem com você
Você deve estar pensando que as pessoas mais importantes da sua subida são as que trabalham com você na sua empresa, que ajudam a construir o seu negócio dia após dia, certo? Errado. Eles com certeza têm a sua importância para o negócio, mas estão na montanha simplesmente pelo fato de que a subida também irá trazer benefícios a cada um deles, individualmente. Eles não estão enxergando os mesmos desafios que você, não estão enfrentando os obstáculos na mesma intensidade que você.
Para o empreendedor, as pessoas mais importantes na subida são outros empreendedores. São pessoas que estão vivendo a mesma experiência, que possam compartilhar as dicas sobre o caminho e os aprendizados para a solução de cada um dos problemas encontrados na montanha. E são pessoas que estão vivendo a experiência no mesmo momento que você ou que recentemente passaram pela fase em que você está agora, já que, de tempos em tempos, as condições climáticas mudam, e os caminhos, também.
Esse pra mim é o ponto mais importante e que muitas pessoas desconhecem quando decidem empreender. No meu caso, estou a todo momento incrementando a minha base, com conhecimento e ampliação da minha rede de contatos. Confesso que tenho de comemorar mais cada conquista do meu dia a dia, organizar melhor meus conhecimentos e manter uma comunicação mais frequente com as pessoas que estão na minha base. Mas posso garantir que estar rodeada de outros empreendedores tem me ajudado muito a subir cada vez mais alto.
Faço parte da Associação Campinas Startups, que apresentarei para vocês em uma outra oportunidade, e da comunidade de empreendedores do Startup Chile e vivemos juntos cada momento. Compartilhamos conquistas, estratégias e fracassos em um mesmo ambiente de trabalho, em reuniões por Skype e presenciais, por e-mail, grupos no Facebook, almoços, happy hours e afins. Não são pessoas que eu vejo ou com quem me comunico eventualmente. São pessoas que estão todos os dias junto comigo, me ajudando a subir a montanha.
Nesses últimos meses, vi muitas pessoas saindo do lugar e decidindo começar seus próprios negócios. Fiquei muito feliz por todos vocês, conhecendo-os ou não, e os parabenizo do fundo do meu coração. Sei o quanto é difícil assumir o risco e dizer em alto e bom tom “agora eu vou abrir o meu negócio, chegou a hora, a partir de agora sou empreendedor(a)”. Você já tomou uma importante decisão, já começou a subir a montanha e agora terá que encontrar os novos rumos. Errar e aprender fazem parte dessa fase, bem como ter muita persistência. Monte sua base, faça suas festas, comunique-se com sua base e lembre-se: não suba a montanha sozinho, esteja sempre rodeado de outros empreendedores, de preferência todos os dias.

Boa escalada e até breve!

*Natália Andreoli Monteiro é administradora e sócia-fundadora do Zuggi, site de buscas para crianças. Participou do Startup Chile 2011 e é membro da Associação Campinas Startups.

Fonte: Natália Andreoli Monteiro (http://colunas.revistapegn.globo.com)

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