loader
RME clear
facebook twitter orkut blog linked-in
COWORKING



clear

Aula sobre ética no mundo corporativo no Seminário da INPG Business School

A 6ª edição do Seminário Avançado Internacional (SAI) promovida pelo INPG Business School no último sábado, dia 04, trouxe para o Brasil um dos maiores especialistas em ética nos negócios dos Estados Unidos. Ministrando palestra por cerca de quatro horas, o professor-doutor da Brigham Young University (BYU), Bradley Agle, deu uma verdadeira aula de como agir eticamente no mundo corporativo aos alunos de pós-graduação e MBA que compareceram em grande número ao auditório do hotel Sheraton, em São Paulo.

Com didática eficiente que prendeu a atenção dos estudantes do começo ao fim do Seminário, Dr. Agle já começou a sua apresentação com uma frase de impacto: “Acredito muito na ética nos negócios”. Abordando conceitos, teoria e pensamentos, o docente fez questão de enfatizar as explicações com exemplos pertinentes a cada assunto. Quando abordou sobre os profissionais de liderança, afirmou que mesmo na era da globalização o mundo dos negócios ainda é mal visto pela sociedade.

Para ilustrar, citou como demonstrativo dois exemplos: positivo – da American Motors, em que o líder, George Romney, diante das dificuldades da empresa tomou como primeira decisão a redução pela metade de seu salário no intuito de mostrar aos colaboradores que eles poderiam confiar em sua liderança; e negativo – da Enron, que à época do escândalo era a 7ª maior empresa do mundo em capitalização e que foi à falência da noite para o dia, pois os seus controladores agiram de forma totalmente antiética.

A ética e as empresas

Atualmente, é muito comum que as empresas adotem Códigos de Ética como ferramenta de treinamento dos colaboradores para que ajam de acordo com os princípios definidos pelas organizações. No entanto, de acordo com Dr. Agle, este movimento foi caracterizado mediante intervenções do governo – falando exclusivamente dos EUA da década de 80 – em empresas que apresentavam comportamentos éticos inadequados.

Segundo o professor, hoje o desafio das empresas não está na elaboração de condutas e valores eticamente responsáveis para seus funcionários, mas na convalidação do Código de Ética, ou seja, colocar as atribuições em prática, em todos os níveis da organização. “O desafio está em promover uma cultura organizacional que estimule o cumprimento dos princípios”, disse no Seminário.

Mas quais as dificuldades para a aplicação do Código de Ética? Para Bradley Agle, uma das principais refere-se ao poder que o responsável por verificar desvios éticos tem ou não dentro da corporação. Neste caso, o exemplo citado foi uma empresa que tinha o executivo nomeado para esta função como o sétimo na hierarquia da companhia. “É preciso que este profissional, determinado pelo CEO ou pelo conselho, tenha autonomia suficiente para tomar decisões baseadas no Código da empresa em todos os níveis”, afirmou. 

A ética e as pessoas

Em uma das partes mais descontraídas do Seminário internacional que contou até com a participação de alguns alunos no palco, Bradley Agle abordou questões que fazem as pessoas ponderarem de forma ética ou não: princípios e valores, como as pessoas pensam a nosso respeito dependendo das atitudes que tomamos e de como fazemos as coisas de determinada maneira esperando que as pessoas façam da mesma forma com a gente.

Foram abordadas também as chamadas Técnicas de Neutralização, ou seja, atitudes que tomamos como forma de não confrontar internamente nossos princípios éticos. Na apresentação, Dr. Agle exemplificou da seguinte maneira: sou uma pessoa boa, mas fiz uma coisa errada. Neste sentido, o docente revelou alguns aspectos: negar que somos responsáveis pelas nossas ações, negar que machucamos ou fizemos mal e transferir a culpa para as vítimas.

Outra técnica, de acordo com o professor, é mudar a responsabilidade de algo para uma pessoa que tenha feito alguma coisa ruim, ou seja, “eu fiz uma coisa errada, mas sei que você já fez coisas ainda piores”. Por fim, falou sobre nosso aspecto moral e o que determinou como Carteira de Crédito Moral, quando colocamos à frente as qualidades em detrimento dos defeitos ou “fiz algo errado, mas eu já fiz muitas coisas boas também”.

 

Pensar em marketing é pensar em ética

 

Quando abordou a questão da marca perante a qual uma empresa ou um líder deve ter no seu campo de atuação, Bradley Agle enfatizou seguidamente a importância de que é preciso criar uma imagem boa para vencer no atual mercado. Em um exemplo simples, relatou o bom cumprimento dos serviços contratados para criar confiança como o consumidor. “Cumprir uma promessa é questão de ética. As pessoas pagam mais pelas empresas que confiam”.

Especificamente sobre liderança ética, Dr. Agle afirmou que liderar é influenciar pessoas e organizações de forma positiva, mediante um comportamento que consolide ao chefe sua condição de gestor confiável. “O modelo ético tem que se preocupar com todos os níveis hierárquicos da empresa, desde os grandes acionistas até os funcionários, bem como com a comunidade”, afirmou.

Para o docente da BYU, ser um líder vai muito além de ter um comportamento ético ou ser um modelo. É preciso, também, exercitar a confiança nas pessoas para que elas se sintam dispostas a relatar qualquer eventualidade. “Para você ser líder é preciso aceitar os erros dos outros. Se você não os aceita, as pessoas começam a escondê-los e isso cria um ambiente antiético”, revelou.

De acordo com pesquisa coordenada por Bradley Agle com seus alunos na BYU, cerca de 1/3 deles tinham ou têm um modelo de ética (pessoa) em quem confiavam. Para o professor, apesar da grande maioria não possuir o exemplo a ser seguido, algumas considerações foram bastante elucidativas, como o fato de o “modelo” não precisar ser perfeitamente bem sucedido ou que eles não eram distantes, pois tem vínculo, como professores, mentores, chefes, etc.

Fonte: Divulgação

Sobre o autor:
Equipe RME

OUTRAS NOTÍCIAS

2012

MAIO
ABRIL
MARÇO
FEVEREIRO
JANEIRO

2011

s
clear
NEWSLETTER
Receba notícias e novidades para ajudar você e seu negócio:
ASSINAR

SEGMENTOS
REALIZAÇÃO



Este portal foi desenvolvido pela Objecta internet, uma agência digital engajada com a iniciativa empreendedora e com os resultados online das pequenas empresas.