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MPEs paulistas faturam mais no primeiro semestre

Serviços e comércio alavancam crescimento, em relação ao ano passado; no acumulado do primeiro semestre, houve saldo positivo de 4,7% no faturamento.

As micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo apresentaram crescimento no faturamento real de 8,2% em junho de 2011, em comparação com o mesmo mês do ano passado. O universo das MPEs teve uma receita estimada de R$ 27,2 bilhões em junho de 2011.

Os resultados fazem parte da pesquisa Indicadores de Conjuntura, realizada pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade. A pesquisa aponta que, no período, o aumento de faturamento foi impulsionado pelos setores de serviços (+12%) e comércio (+9,9%). A indústria teve queda de 1,1%.

No levantamento referente ao primeiro semestre de 2011, as MPEs tiveram 4,7% de acréscimo no faturamento real sobre o mesmo período de 2010. O resultado foi influenciado pelo desempenho das MPEs do comércio (+3,8%) e de serviços (+10,5%). Na indústria, o recuo no semestre foi o mesmo observado no mês: 1,1%.

Segundo o consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves, “a evolução favorável do emprego e renda na economia beneficiou as vendas do comércio e serviços. Já o impacto das restrições na oferta de crédito e a concorrência com os importados contribuíram para a queda do faturamento na indústria”.

Por regiões, na comparação do primeiro semestre de 2011 com o mesmo período do ano passado os resultados foram: Região Metropolitana de São Paulo (+4,4%), interior (+4,9%), Grande ABC (-1,2%) e município de São Paulo (+6,4%).
Para o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, “os resultados do primeiro semestre podem ser considerados positivos para a média das MPEs”. Ele chama a atenção para as perspectivas das MPEs no segundo semestre: a inflação na casa dos 6% ao ano (IPCA) e a tendência de um crescimento mais modesto para a economia podem afetar negativamente o rendimento da população. “Nesse caso, o nível de vendas das micro e pequenas empresas deve apresentar um crescimento bem mais modesto”.

Na comparação de junho/11 com maio/11, a receita das MPEs paulistas teve queda de 1,7%. Um dos motivos que contribuíram para esse resultado foi o fato de que em maio o desempenho das MPEs, particularmente no comércio, foi beneficiado pelas vendas para o Dia das Mães.


Expectativas

A pesquisa também revelou que os empresários projetam estabilidade para o faturamento de sua empresa, para os próximos seis meses. Para 54% dos entrevistados a empresa manterá a receita. Entre janeiro e junho, a média de opiniões semelhantes era de 47%. A parcela dos empresários que esperam melhora no faturamento corresponde a 30%. 
Em relação à economia brasileira, 51% dos informantes acreditam na manutenção no nível de atividade e 26% dos empresários acreditam em melhora no nível de atividade da economia nos próximos seis meses.

As informações detalhadas sobre as MPEs estão no novo relatório da pesquisa do Sebrae-SP. O estudo, que pode ser consultado na íntegra no site www.sebraesp.com.br, traz as taxas de variação do faturamento real, por setores (comércio, indústria e serviços) e regiões (capital, interior, Grande ABC e Região Metropolitana de São Paulo).

O relatório Indicadores de Conjuntura apresenta também as expectativas dos pequenos negócios, quanto à evolução do faturamento das MPEs e ao nível de atividade da economia.

A pesquisa é realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade. O levantamento é feito junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas de todo o Estado, uma amostra que representa o universo de 1,3 milhão de MPEs da indústria da transformação, comércio e serviços. 

Fonte: Sebrae

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Equipe RME

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